Talvez escrever seja uma maneira de organizar o mundo por dentro.

 

Aqui eu escrevo não porque encontrei a felicidade — mas porque escolhi construí-la. Página por página. Com leveza, caos e intenção.


Este diário não é sobre uma vida perfeita. É sobre uma vida sendo vivida.

Sobre aprender a ver beleza mesmo quando nada colabora.

Sobre encontrar sentido nas pequenas coisas e coragem nas grandes.


Escrevo para registrar meus encantamentos diários — os que funcionam, os que falham e os que transformam tudo.


Talvez você esteja buscando um lugar para respirar, reorganizar a alma e criar sua própria maneira de ser feliz.


Então,  vem comigo.

Porque a felicidade, no fim, é isso:

um caminho que a gente escolhe percorrer.

como tudo começou

Quando minha amiga Eve me deu um caderno, senti que havia algo maior naquele gesto.

Um sinal de Deus, talvez.


Eve sempre pareceu uma dessas pessoas que chegam na nossa vida como se já soubessem o caminho até nós.


Naquela época eu já girava em torno da ideia de escrever um diário. Procurava um tema, uma forma de dar vazão à minha expressão artística, mas tudo ainda parecia difuso.




 

Então o caderno apareceu.

Era hora de começar — embora eu não soubesse exatamente como.


Já tive muitos diários, cadernos, agendas.

Em todos eles escrevi planos grandiosos, mapas para conquistar o mundo. Quase nenhum chegou até o fim.


Mesmo assim comecei. Escrevi sem direção, apenas deixando as palavras caírem no papel, uma depois da outra, como vinham.



 

Com o tempo surgiu outra vontade: organizar melhor a escrita.

Talvez porque escrever seja uma maneira de organizar o mundo por dentro.


Passei a imaginar minha vida como um filme. Ato 1 eu me apresento como personagem e conto o que me trouxe até aqui, como estava minha vida naquele momento. Ato 2 - o chamado para aventura: alguma coisa acontece, uma pergunta aparece, e não dá mais pra continuar parado. Tem algo empurrando por dentro. Ficar onde eu tava deixou de ser opção.


Estudei cinema, e teve uma coisa da aula de roteiro que ficou martelando na minha cabeça: todo personagem tem só três destinos possíveis. Ou passa por um monte de merda e se transforma pra melhor. Ou passa por um monte de merda e se transforma pra pior. Ou passa por um monte de merda e não muda porra nenhuma.



Espero, sinceramente, transformar minha vida e me tornar alguém melhor :)