Final de junho, meu aniversário. Mais um ano em que me escondo do resto do mundo. Sou do time dos poucos e bons.
Não apaguei velas, não fiz pedido. Mas fiz uma promessa:
Farei tudo que for necessário para me fazer feliz
Julho, agosto, setembro, outubro. A promessa continuava ali, silenciosa.
Em outro compartimento do meu cérebro pairava a pergunta: qual a minha única coisa? Promessa e pergunta habitaram meu ser por quatro meses e não se cruzaram. Foi só quando o caderno chegou que, com algumas contribuições especiais, juntei os pontos e finalmente eu tinha minha única coisa, meu tema. O fio que une e dá sentido a tudo o que faço: a busca pela felicidade.
Vou fazer um diário sobre isso. Escrever! Mas e as imagens bordadas? A fotografia? As outras ideias? Ah! Tudo que importa agora é que tenho um tema. Tão clichê e tão particular. Tão comum e tão meu.
Com o tema nas mãos, vieram mais perguntas que respostas.
Onde se encontra a felicidade? Dá para ser feliz sem ter tudo resolvido? Ela pode mesmo nascer dentro da gente? O que me afasta da felicidade todos os dias? O que confundo com felicidade? Será que é uma questão de percepção? Só é felicidade se for constante? E se ela for apenas alguns instantes bem vividos?
O que, afinal, eu preciso fazer para ser feliz?